quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ministério Público Federal está de olho nos prefeitos que abandonam as suas cidades


  (Por Alessandra Mello) O Ministério Público Federal em Minas Gerais expediu ontem uma recomendação a prefeitos derrotados e em fim de mandato para que evitem ocorrência de irregularidades na transição da gestão, mantenham as contas em dia e garantam serviços essenciais para a população.

  Conforme revelou reportagem do jornal Estado de Minas publicada em 15 de novembro, prefeitos que não conseguiram se reeleger estão suspendendo serviços básicos, como atendimento na saúde, coleta de lixo e transporte escolar, e o pagamento de obras já iniciadas.

  O objetivo do alerta feito pelo MPF é evitar a ocorrência de irregularidades verificadas com frequência na transição de cargo de um prefeito para o outro, como a ausência de prestação de contas da aplicação de recursos federais e falhas dos serviços essenciais.

  “Prefeitos que não foram reeleitos ou cujos partidos foram derrotados nas urnas se esquecem de administrar os municípios prejudicando não só o sucessor, mas principalmente a população”, afirma o procurador do Patrimônio Público, Leonardo Melo, um dos responsáveis pela recomendação. 

  Segundo ele, a suspensão de serviços básicos deve ser denunciada ao Ministério Público estadual, responsável por essa fiscalização. “Vamos atuar na fiscalização dos recursos federais e na prestação de contas de convênios em áreas como saúde, por exemplo”. Além de ato de improbidade administrativa e crime de responsabilidade, a falta de prestação de contas pode acarretar a insolvência do município, impedindo-o de receber repasses de verbas do governo federal, afirma Leonardo Melo.

  O MPF alerta ainda para que os prefeitos regularizem e deixem disponível toda a documentação relativa à sua gestão, em especial no que diz respeito às dívidas e receitas do município e à situação das licitações, contratos, convênios e obras municipais. Foi recomendada também a disponibilização dos dados relativos aos servidores municipais (quantidade de servidores e seu custo para o orçamento do município, bem como os órgãos em que estão lotados) e de informações sobre o estado em que se encontram prédios e bens públicos municipais. Segundo o procurador, a recomendação, por enquanto, é apenas pedagógica. “Mas se for descumprida vamos entrar com ações na área cível e criminal”. Condenados, esses prefeitos podem futuramente se tornar inelegíveis.

  Sucateamento O objetivo da investida do MPF, de acordo com o procurador, é assegurar que não se repitam situações verificadas em anos anteriores e também neste fim de gestão, em que o sucessor encontra as contas da prefeitura em estado caótico, com bens e serviços públicos sucateados. A suspensão do pagamento de uma obra feita por meio de convênio com a União, alerta Leonardo Melo, pode comprometer os repasses futuros para o município e prejudicar a assinatura de novos convênios. “Casos de abandono da gestão como os retratados na reportagem do Estado de Minas são absurdos”, comenta. 

  “Por isso estamos recomendando que os prefeitos adotem todas as medidas necessárias para assegurar a continuidade dos serviços essenciais prestados à população”, alerta o procurador. O MPF quer também  evitar que os prefeitos, independentemente da situação política gerada pelas eleições, pratiquem atos que configurem discriminação em razão de ideologia política/partidária, incluindo a demissão injustificada de servidores. “Queremos evitar que a população seja punida em função de rixas políticas” 

Abandono

Reportagem do Estado de Minas publicada em 15 de novembro, mostrou que prefeitos derrotados nas eleições municipais  estão negligenciando serviços essenciais aos cidadãos como atendimento hospitalar e coleta de lixo, o que motivou investigação do Ministério Público Federal. Entre as cidades citadas estavam Matozinhos, Santa Luzia, Glaucilândia, Araçuaí, Engenheiro Navarro, Bonito de Minas e Januária. Em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um contrato que previa o repasse de       R$ 60 mil por mês para o Hospital Wanda Andrade Drummond foi rompido. No Norte de Minas, em Glaucilândia, o serviço de ônibus que leva estudantes para universidades em Montes Claros parou e em Januária até a luz da rodoviária foi cortada.


domingo, 25 de novembro de 2012

Aposta da Mega-Sena feita em Minas leva sozinha prêmio de R$ 33 milhões

 Uma aposta feita em Araxá, no Alto Paranaíba, interior de Minas Gerais, levou sozinha o prêmio de R$ 33.883.410,57 milhões sorteado pela Mega-Sena neste sábado. Os números do concurso 1.445 - sorteados em Quatis, município do Rio de Janeiro são: 05 –19 –32 –41 –49 –58. O valor pago à aposta vencedora superou a expectativa inicial da Caixa Econômica Federal, que calculava em cerca de R$ 32 milhões o prêmio. 

 Conforme a Caixa, caso o ganhador aplique o valor total da bolada na poupança, receberá mensalmente mais de R$ 136 mil em rendimentos. Ou, se preferir, pode comprar aproximadamente 64 imóveis de R$ 500 mil cada.

 Já 133 sortudos levaram a quina e vão receber R$ 25.183,96. Na quadra o valor pago para cada acertador é de R$ 455,83 e 10.497 faturaram o prêmio. 
Conforme a assessoria da Caixa Econômica Federal - responsável pelas apostas -, o ganhador ou ganhadora ainda não foi identificado. 

 Para a próxima quarta-feira, data da realização do próximo sorteio, a expectativa inicial é de um prêmio de R$ 2.500 milhões. As apostas podem ser realizadas até às 19hs do dia.

sábado, 24 de novembro de 2012

Vereador oferece R$ 35 mil por virgindade de jovem

Foto:Bahia Noticias

  O caso da jovem paulista que mora em Sapeaçu, no Recôncavo baiano, e leiloa a sua virgindade ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (23). Rebeca Bernardo Ribeiro, 18 anos, contou que a primeira oferta recebida partiu de um vereador da cidade de Feira de Santana e que teria oferecido R$ 35 mil. 

  Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Band, a jovem afirmou que o político pediu para que sua identidade não fosse revelada.

  De acordo com a promotora Sônia Sugar, da comarca da cidade onde Rebeca mora, a prática de venda da virgindade é considerada um caso de prostituição e a compra pode ser enquadrada como crime, bem como a intermediação de quem filma ou busca ofertas.

Fonte:bahianoticias