quarta-feira, 19 de junho de 2013

Prefeitura de Porteirinha valoriza profissionais da educação


Sabendo a importância de valorizar os servidores municipais (apesar das muitas dívidas deixadas pela administração anterior, como o repasse do INSS que era descontado do servidor e não repassado ao órgão) a Prefeitura resolveu pagar o quanto antes a Gratificação de Docência para professor que se encontrar em efetivo exercício na regência de sala de aula em escolas da rede municipal de Porteirinha e a Gratificação de Auxílio Transporte para docentes efetivos ocupantes de cargo em zona rural. De acordo com o prefeito Silvanei Batista, esse pagamento começará a ser pago a partir do próximo mês (julho).
Tão logo assumiu a gestão do município em janeiro de 2013, a atual administração fez questão de iniciar um processo de valorização da educação e dos profissionais da área. Montou uma equipe que iniciou o processo de análise do Plano de Carreira da Educação e seus impactos na folha de pagamento do município, estudando formas de pagar todas as vantagens e direitos dos servidores.
Apesar da Promoção (por tempo de serviço) e a Progressão (por titulação) de vários servidores estarem atrasados há muito tempo, a Secretaria Municipal de Educação e o setor de Recursos Humanos, estão trabalhando desde janeiro de 2013 para atualizarem todos os dados, inseri-los no sistema e regularizarem a vida funcional destes profissionais.
Outra importante ação que beneficiará a categoria é uma extensão do setor de Recursos Humanos na Secretaria Municipal de Educação para facilitar a vida dos profissionais da secretaria que poderão resolver tudo no mesmo lugar.
Muitos têm sido os esforços do prefeito Silvanei Batista e toda a equipe de profissionais da Prefeitura de Porteirinha para levar à população uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR, pois isso faz parte de suas principais metas para alcançar a excelência na educação do município.
Importante ressaltar que as férias-prêmio agora tem critérios claros e definidos para sua liberação, demonstrando transparência e valorização do servidor. Nesta gestão, a Prefeitura se esforça para pagar os direitos devidos aos servidores que há muito tempo vinha sendo desrespeitado. Porteirinha está no rumo certo, que é o da valorização da educação e dos profissionais, ingredientes certeiros para a construção de uma sociedade melhor para todos e todas.

Mostra da Cultura Norte Mineira em Janaúba foi um sucesso

  
 (Por Daniel Christtiann ) - A I Mostra da Cultura Norte Mineira, ocorrida na última sexta-feira (14), foi considerada um sucesso pelo público presente. O evento que foi realizado pelos acadêmicos do 3º período de Geografia da Faculdade Promove, ofereceu programação diversificada, atraindo os visitantes da cidade e região.

A abertura do evento ficou por conta da cantora Sara Jheneffer que emocionou a todos ao cantar a canção “Romaria”, de autoria de Renato Teixeira. A magia do lugar juntou-se à suavidade da interpretação de Sara, e a segunda apresentação da noite foi a Folia de Reis de Santa Rita, que alimentou a alma dos amantes da boa música e da cultura Norte Mineira.


As danças típicas foram representadas pela “Dança do Pote" da cultura gorutubana e a “Catira” do grupo da comunidade do Paraguai de Porteirinha, que fizeram belíssimos espetáculos e mostraram a importância da preservação da cultura e da história do povo norte mineiro.

Os aspectos culturais também foram mostrados através da fala de Oscarino Aguiar, poeta amante da vida e admirador da arte e da cultura, que deu ênfase à diversidade cultural do Norte de Minas, destacando o artesanato, as festas religiosas e comidas e bebidas típicas.

O grupo Folclórico Banzé de Montes Claros se apresentou e encerrou a programação bastante aplaudida pelo espetáculo inesquecível que mostrou a riqueza e a beleza das danças de origem mineira.

As cores fortes, a presença de móveis de madeira e a decoração rica em detalhes contribuíram com os stands que foram expostos por todo o espaço do evento,  com comidas típicas, bebidas, artesanato e agricultura familiar.

 “Foi muito recompensador ver a participação do público que nos acompanhava durante a apresentação da catira. Isso nos motiva a mostrar a arte e a cultura conservada pelos nossos antepassados que perpassam as gerações”, comentou Beatriz Dias de Oliveira, integrante do grupo folclórico de Porteirinha.


O professor da Instituição e coordenador da Mostra, Ilidiano Braz Silva, mostrou-se muito satisfeito com o resultado do evento, que, pela primeira vez realizada, superou todas as expectativas. “O resultado positivo da Mostra deve-se ao comprometimento e entusiasmo dos acadêmicos. Conseguimos através deste evento mostrar um pouco das histórias, costumes e manifestações culturais do povo norte mineiro. Tudo transcorreu na mais perfeita ordem e a Mostra foi realmente um sucesso”, aponta.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

“Estamos preparando o país para os próximos vinte anos”, afirma Dilma em entrevista

 Presidenta Dilma Rousseff 
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)


A presidenta Dilma Rousseff falou por duas horas ao portal GGN, em entrevista exclusiva. Garantiu que o Brasil está “em obras”, se preparando para os próximos vinte anos.  A entrevista aborda o futuro, fala do legado que a presidenta pretende deixar para as novas gerações e revisita o que já foi feito, como os programas Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Luz para Todos.
Ela se empolga com a nova lei dos portos e de como a reserva do campo de Libra impactará o país. Garante que sua próxima frente de batalha será a educação. Ela deixou claro que defende que os royalties do petróleo sejam destinados para o setor.
Leia a íntegra da entrevista:
O novo país
GGN – Que país a senhora pretende que nossa geração entregue para a de nossos netos?
Dilma -  Está vindo por aí uma nova geração totalmente diferente, que encontrará um país totalmente diferente do que nossa geração recebeu. Nós vamos transformar o Brasil em um país rico, de classe média. Pessoalmente acho que essa herança ficará não apenas eliminando a pobreza, mas conseguindo uma educação de altíssima qualidade. Só a educação permite um ganho permanente, irreversível. Por isso defendo os royalties para educação.
GGN – Qual a próximo ciclo da economia?
Dilma – A etapa do combate à miséria absoluta está prestes a terminar. Hoje em dia, existe o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o apoio ao microempreendedor, o Luz Para Todos. Essa foi a primeira grande leva de transformações e só tem dez anos. Os frutos ainda nem começaram a aparecer. A segunda grande leva será a busca da competitividade.
GGN – E as frentes da próxima batalha?
Dilma – A principal é a Educação, que serve ao lado social e à competitividade. Há um amplo investimento no Prouni (Programa Universidade para Todos), no FIES (Financiamento Estudantil), na ampliação das escolas técnicas, de universidades e novos campis. E na interiorização da educação. Levar a educação para o interior muda padrão de vida de toda uma região.
Os analistas ainda não se deram conta da extensão do trabalho em educação. Financiamos R$ 1,5 bilhões para o Senai ampliar a formação de mão de obra. A Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) da CNI (Confederação Nacional da Indústria) irá formar 8 milhões de trabalhadores até 2014. O MEC (Ministério da Educação) está entrando com recursos para formação de técnico para nível médio.
A parte relevante é o treinamento de mão de obra com vários escalões, até chegar à Tereza Campello (do Ministério do Desenvolvimento Social). Há várias turmas de filhos do Bolsa Família se formando. Já chegam a um milhão de alunos.
Essa mesma parceria do Senai estamos fazendo com o Senar (da Agricultura) e com o Senac (do Comércio). O Senai e o Senar são os parceiros mais ativos.
O mais interessante é a quantidade de mulheres que saem do Bolsa Família e se tornam operárias especializadas. Na cerimônia de formação dos alunos do BF, a oradora da turma era uma moça que se tornou eletricista.
Os marcos regulatórios
GGN – E a outra frente?
Dilma - A segunda frente são os novos marcos regulatórios. No período Lula houve o marco do setor elétrico. Depois, o pré-sal. Como se sabia onde havia petróleo, com risco menor de prospecção, mudou-se a exploração para o sistema de partilha, para o país beneficiar-se o máximo possível da nova riqueza.
GGN – E a Lei dos Portos?
Dilma – O marco regulatório dos portos é fundamental. No lançamento afirmei que seria a segunda abertura dos portos. A primeira, de Dom João VI, foi para o comércio com as nações amigas. A segunda, agora, é a abertura para o investimento privado. Há a necessidade de um padrão de eficiência compatível com a sofisticação industrial, agrícola e a extração de minérios.
No caso dos portos, ampliar os terminais de uso privado, deixar quem quiser exportar através de container, sem reserva de mercado, e ampliar a capacidade de comunicação do país com o exterior.
Na sequencia, o desafio será priorizar a cabotagem (navegação da costa).
Um de nossos principais atos foi o de desobstruir a infraestrutura. Todo mundo tem o direito de passar. Para não penalizar quem faz a infra, quem quiser passar paga o mesmo que o concessionária cobra de si próprio.
A expansão dos portos abrirá um novo mundo, permitindo a integração com ferrovias, com o transporte aquaviário.
Hoje em dia, temos condições de planejar estrutura ferroviária, porque os portos são importantes, porque rodovias estão sendo duplicadas.  Eisenhower, quando assume governo norte-americano, duplicou todas as estradas. Chefiou as Forças Aliadas na Segunda Guerra. Planejou atravessar a França para chegar e Berlim em determinado prazo. O planejamento fio em cima da experiência antiga com as estradas francesas, estreitas. Quando entrou nas autobans, a chegada em Berlim foi abreviada. Aí ele entendeu a importância das autoestradas. Levou 15 anos para duplicar as estradas norte-americanas. Nós duplicamos os principais eixos.
O salto agrícola
GGN – Resolve-se, com isso, o problema do transporte das safras?
Dilma - Ninguém notou muito, mas lançamos recentemente uma política fundamental, a de armazenagem. Precisamos de 65 milhões de toneladas de capacidade instalada de armazéns. No último Plano de Safras, foram destinados R$ 136 bilhões para a agricultura comercial e R$ 21 bi para a familiar. Foram colocados R$ 5,5 bilhões, a 3% ao ano de juros e prazos de 15 anos, para a ampliação da rede de armazéns.
Ao mesmo tempo, será recriada uma estrutura de assistência técnica e extensão rural.
A Embrapa é uma instituição voltada para a pesquisa. A nova organização será voltada para a assistência técnica, como agência de difusão de tecnologia. Será enxuta e seu papel consistirá em articular consultorias privadas para atuar em duas áreas prioritárias: agricultura de precisão e produção de hortifrutigranjeiros em áreas protegidas (estufas), além de pesquisas em biotecnologia, nas áreas de DNA, pecuária leiteira.
O campo de Libra
GGN – E a licitação do campo de Libra?
Dilma - Ainda não caiu a ficha geral sobre a próxima licitação do pré-sal, em 22 de outubro. Será licitado apenas um campo, o de Libra. Dentro da política da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobras foi contratada para furar um poço. Fez a prospecção e constatou, inicialmente, uma capacidade potencial de 5 bilhões de barris equivalente de petróleo. Depois, pegaram os mapas de sísmica em 3D e enviaram para análises em Londres. Os últimos dados apontam para uma capacidade de 8 a 12 bilhões de bpe. É algo em torno de 2/3 do total das reservas brasileiras descobertas em toda sua história.
As análises iniciais indicam um preço bastante competitivo, na faixa de 40 dólares o barril. O gás de xisto dos Estados Unidos, tão falado, não sairá por menos de 80 dólares.
GGN – Recentemente fizemos em Porto Alegre um seminário sobre a indústria naval e houve relatos entusiasmados sobre os avanços no setor.
Dilma – Você não sabe a satisfação que é quando se percebe que um objetivo foi alcançado. Lembro-me que em 2003 o presidente Lula me chamou e disse que o Brasil já tinha sido um dos maiores produtores de navio nos anos 70. E que queria que voltasse a ser. Fui com a Graça Foster, titular de uma das secretarias do Ministério, até um estaleiro abandonado.
Era um areal imenso, a perder de vista, sem nada em cima. As pessoas caçoavam, diziam que seria impossível o Brasil construir navios, que estava muito acima da nossa capacidade. Ora, construir navios é a capacidade de transportar chapas e de soldar. Como, impossível?
Hoje, quando volto aos mesmos lugares, vemos guindastes gigantescos, o estado da arte, equipamentos sofisticados. E com o campo de Libra, vai ser um salto ainda maior. Haverá uma demanda gigantesca por equipamentos, de 14 a 17 plataformas, exigindo acelerar substancialmente a indústria naval.
GGN – Por que concessões e investimentos demoram tanto a deslanchar?
Dilma - O país paga um preço de 20 anos com austeridade fiscal e baixa projeção econômica e de investimento. Ninguém passa imune por isso.
As consequências foram a hipertrofia das estruturas de fiscalização em detrimento da execução. O funcionalismo fiscal tornou-se importante; o de execução perdeu status e incentivo. Esse fenômeno espalhou-se pelo setor privado, com os engenheiros de produção cedendo lugar aos engenheiros voltados para a área financeira e de gestão. Desapareceram as grandes empresas de consultoria de engenharia.
O planejamento de longo prazo retornou ao país em 2007, com o primeiro PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Ninguém mais fazia projetos, nem a União, nem os estados nem a iniciativa privada estavam preparados para enfrentar o desafio.
De lá para cá houve expressiva mudança qualitativa. Hoje em dia União, estados e iniciativa privada estão mais aparelhados, as empresas de projetos são bem melhores, com impacto no ritmo das obras. Houve modificações nos sistemas de contratação, reduzindo o tempo, melhoria na capacidade de planejar.
GGN – Quando as concessões deslancharão?
Dilma - Na segunda metade do ano, haverá um festival de licitações. Serão licitados 7.500 km de rodovias, aeroportos, ferrovias, o poço de Libra, gás em terra, armazéns, linhas de transmissão e geração e o TAV (Trem de Alta Velocidade). Os empresários internacionais já acordaram para isso.

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