sábado, 1 de fevereiro de 2014

Interesse de time de Montes Claros (MG) pode ajudar goleiro Bruno a deixar segurança máxima



Condenado a 22 anos e três meses em regime fechado pela morte de Eliza Samudio, o goleiro Bruno tenta trocar de presídio para escapar do regime de segurança máxima em que vive hoje e, de quebra, faz acordos verbais com equipes de futebol caso consiga a liberação da Justiça para treinar.


O mais novo "acordo" é com o Montes Claros Futebol Clube, do norte de Minas, que disputa a Segunda Divisão do campeonato estadual. A defesa de Bruno espera apreciação da Justiça para o pedido de transferência para a cidade, que possui um presídio regional. As únicas unidades prisionais de segurança máxima em Minas são a Nelson Hungria, em Contagem, onde Bruno está recolhido, e a penitenciária de Francisco Sá, também no norte do Estado.

O presidente do Montes Claros, Vile Mocellin, acredita que uma possível contratação de Bruno seria oportunidade para "tentar recuperar o homem".

— Os advogados estão tratando para conseguir a liberação. Eles nos procuraram e tivemos interesse, além de ser um bom jogador, vamos tentar recuperar o homem. Não teria custos para o time, mas o Bruno poderia ter salário se conseguisse um patrocinador. Depois, poderíamos receber parte do valor se ele fosse vendido para outro clube.

O dirigente justifica o interesse dizendo que o Montes Claros desenvolve trabalhos sociais com crianças carentes, mas afirma que o clube não possui nenhum condenado pela Justiça no elenco.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais voltou a afirmar que, a princípio, Bruno só teria a progressão do regime em janeiro 2020, quando iria para o semiaberto. Ainda assim, pelas regras do sistema, não poderia ficar a noite fora da prisão nem teria autorização para viagens. Bruno também tenta transferência para a Apac, em Nova Lima, onde o reeducando participa de todas as tarefas e não é monitorado por agentes penitenciários. Para ter acesso ao benefício, o condenado não pode ter faltas disciplinares. Entretanto, Bruno foi punido neste mês por ter brigado com detentos.



Projeto ajuda mulheres acima dos 40 anos a ingressarem no mercado de trabalho

   Cerca de 360 mulheres, acima dos 40 anos, se inseriram no mundo do trabalho em 2012 e 2013, por meio das capacitações promovidas pelo projeto “Com Licença, Vou à Luta”, da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese). Ao longo de 2013, mais de 1.200 mulheres, de 30 municípios mineiros, participaram das qualificações profissionais do projeto, que visa reduzir as privações sociais com ações que promovam a cidadania e a elevação da escolaridade. Para este ano, a expectativa é beneficiar outros 22 municípios.
Maria Madalena de Moraes, de 44 anos, moradora do município de Guaranésia, no Sul de Minas, contou que há mais de dois anos não conseguia arrumar emprego, pois não possuía a qualificação mínima exigida pelas empresas da região. Segundo ela, foi por meio do projeto “Com Licença, Vou à Luta” que teve a oportunidade de retornar ao mercado de trabalho. “Aprendi muitas coisas durante o curso e foi por meio dele que consegui arrumar um estágio em uma fábrica têxtil aqui da região. Durante o estágio, tive a oportunidade de colocar em prática os ensinamentos que estava tendo. Com isso, o pessoal da empresa gostou tanto do meu serviço que me contratou”, relatou.

   A capacitação oferecida às alunas leva em consideração a realidade econômica e social do município onde residem, conforme explica o secretário da Sedese, Cássio Soares. “As alunas inscritas recebem orientações sobre formação para cidadania, conhecimento de direitos e motivação para o trabalho. Após esta etapa, são oferecidos os cursos de capacitação profissional adequados à realidade econômica e social de cada município”, afirmou.

A metodologia do projeto também prevê que as participantes sejam encaminhadas ao mundo do trabalho após a capacitação. Para tanto, são promovidas atividades de fomento ao empreendedorismo e desenvolvidas parcerias com empresas, microempresas, artesãos, associações, cooperativas, órgãos e serviços públicos e privados existentes no município. A iniciativa visa garantir o desenvolvimento de atividades de fixação do aprendizado e aperfeiçoamento das habilidades aprendidas na qualificação.

  Ainda segundo Cássio, em 2013, o projeto “Com Licença Vou à Luta” firmou uma parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio do Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp), para capacitar mulheres egressas do sistema prisional dos municípios de Belo Horizonte, Governador Valadares, Juiz de Fora e Uberlândia. “Essa iniciativa tem fundamental importância, uma vez que permite a essas mulheres aprender um ofício e retomar a vida com dignidade”, ressaltou o secretário. 

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Orçamento para Jogos Rio 2016 é de R$ 7 bilhões

O orçamento do Comitê Rio 2016 para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos é de R$ 7 bilhões. O valor será proveniente de recursos da iniciativa privada, na forma de patrocínios, venda de ingressos, licenciamento e repasse de verbas do Comitê Olímpico Internacional (COI). 
“Os Jogos Rio 2016 estão proporcionando um investimento enorme de verba privada na economia brasileira. Estes valores (R$ 7 bilhões) serão investidos diretamente no Rio de Janeiro e no Brasil e não aconteceriam sem os Jogos. O Comitê é apenas um canal por onde os investimentos chegam, gerando empregos diretos e indiretos e contratando produtos e serviços de empresas nacionais”,  explicou Sidney Levy, diretor-geral do Comitê Rio 2016.
O orçamento apresenta a previsão de todas as receitas e despesas do Comitê Rio 2016. Os cálculos partem do total dos recursos privados estimados no dossiê de candidatura, elaborado em 2008. Esse valor, de R$ 4,2 bilhões na época, foi atualizado com base no IPCA, uma variação de 31,89%, e representa hoje RS$ 5,5 bilhões.
Além disso, foram incluídas despesas que surgiram após a vitória do Rio, como a entrada de quatro esportes no programa dos Jogos - rugby, golfe, paracanoagem e paratriatlo - definidos pelo COI e pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC). A evolução tecnológica, as exigências de novas legislações, os custos de usufruto e retrofit da Vila Olímpica e o crescimento médio dos salários no Rio em taxas superiores à inflação também contribuíram para o total dos R$ 7 bilhões.
Os Jogos Rio 2016 reúnem 65 campeonatos mundiais Olímpicos e Paralímpicos, com a participação de 16 mil atletas e delegações de 204 países, 4.500 oficiais técnicos, 70 mil voluntários e mais de 25 mil profissionais de imprensa, cuja logística de acomodação, alimentação e transporte é de responsabilidade do Comitê Rio 2016. 
Na divulgação do orçamento, o Comitê reafirmou o compromisso com o equilíbrio entre receitas e despesas.
“Os bons resultados alcançados com patrocínios e licenciamento nos permitem prever uma receita privada capaz de cobrir as despesas apresentadas no orçamento que divulgamos hoje. Fizemos uma avaliação criteriosa item por item do orçamento, para conseguir equilibrar as despesas já previstas e atender às novas necessidades que foram impostas ao projeto. Trabalhamos para não haver verba pública dentro do Comitê”, afirmou Levy.
O presidente do Comitê, Carlos Arthur Nuzman, ressaltou, por sua vez, a missão de realizar jogos memoráveis em 2016.

“A nossa obrigação com o Rio de Janeiro, com o Brasil e com a comunidade esportiva é realizar Jogos memoráveis, pois estamos falando da maior celebração do esporte mundial. Estamos conduzindo a missão de planejar e organizar os Jogos com responsabilidade”, concluiu o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.