sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Juiza diploma prefeito , vice Prefeito, e vereadores eleitos em Porteirinha



   Foram diplomados na manhã desta sexta-feira (14), O prefeito eleito de Porteirinha-Mg, Silvanei Batista Santos (PSB) e seu vice Jaime Paulo de Almeida (PPS) e os treze vereadores eleitos, Pedro Alves Antunes (PSB), Agenor Mendes Sobrinho (PSC), Antonio de Oliveira Brito  (PT), João Jose da Costa  (PT), Hermínio Martins Neto (PMDB),Dilermando Santana Santos (PTC),Adelicio Antunes da Silva (PP),Robson Antunes Silva (PR),Jose Carlos Santos (PTB),Antonio DiDi Santana (PRB) ,Antonio Antunes Silveira (PRB),Etelvino José da Silva (PSDC) e Allan Farley Rocha (PTN).Os suplentes Jhonnattah Jhoseffer Alexandre Silva (PTdoB),Waldinei Batista dos Santos (PSC), e Jader Cleyton Mendes Souza (PR), além de todos os eleitos e suplentes das cidades que integram a comarca de Porteirinha que são Catuti, Serranópolis de Minas, Riacho dos Machados e Pai Pedro. 

    A solenidade da diplomação foi presidida pela a juíza da 226ª Zona Eleitoral de Porteirinha, a Drª Pollyana Lima Neves, no Centro Cultural Anísio Santos, centro da cidade. Onde contou com a presença de lideranças políticas, suplentes de vereadores e uma grande massa de admiradores do prefeito eleito.





quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fantasma das drogas atinge 91% dos municípios de Minas


Fonte: Rádio Itatiaia/Hoje em Dia
  Se combater o uso de drogas não é tarefa fácil para a capital mineira, é um verdadeiro desafio para as cidades do interior do Estado. Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Minas Gerais, 734 municípios - 91% dos 805 pesquisados - enfrentam problemas com circulação de entorpecentes em seu território. O crack está presente em 555 cidades, ou 69%, tornando Minas o Estado campeão no uso desse entorpecente, seguido por São Paulo, onde o problema ocorre em 486 cidades. Dos 853 municípios mineiros, 805 responderam ao questionário da pesquisa, divulgada neste semestre.

Enquanto as drogas se espalham nas cidades mineiras, apenas 43,6% dos municípios pesquisados disseram possuir programas de enfrentamento do crack e 20,3% possuem Conselhos Municipais Antidrogas (Comad). Os dois programas considerados essenciais no combate aos entorpecentes, o Centro de Assistência Psicossocial (Caps) e o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas), estão presentes em 6,8% e 10,8% das cidades, respectivamente. Para o presidente da Organização Não Governamental (ONG) SOS Drogas, Robert William, os municípios têm que criar o Comad.

"O conselho precisa existir e ser operante para fazer as políticas antidrogas e articular as ações com toda a rede estadual", afirma. São inúmeras as famílias do interior do Estado que procuram a ONG pedindo ajuda porque não conseguem auxílio das prefeituras. É o caso da aposentada Conceição Gomes, 73, de São João Evangelista, no Vale do Rio Doce, que convive há 30 anos com um filho viciado em crack. "Nunca tive ajuda de ninguém na cidade. Gastei todo o meu dinheiro pagando clínicas para ele. Agora, minha filha viu que eu estava sofrendo muito e o levou para São Paulo", desabafa.

Com mais de 200 mil habitantes, Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, tem programas de enfrentamento limitados. Atualmente, a cidade não recebe nenhum recurso específico. Uma mulher grávida usuária de drogas, por exemplo, não terá tratamento especializado e deverá ser atendida pela rede de saúde pública como uma paciente comum. "Faltam recursos para investir em políticas de combate", afirma o secretário de Desenvolvimento Social do município, Paulo Sérgio dos Prazeres. 

DIFICULDADE 

Na avaliação do subsecretário de Política sobre Drogas de Minas, Cloves Benevides, o fenômeno do crack se apresenta como um desafio para os municípios. "Todo o Estado tem necessidade de expansão dos serviços, mas temos um olhar mais estratégico sobre a região metropolitana, que concentra maior parte da população mineira", destaca.

Minas é o Estado que receberá o segundo maior recurso federal até 2014 para enfrentamento ao crack. São R$147 milhões até o próximo ano, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, que terá R$ 246 milhões. De acordo com Benevides, o Estado enviará, ainda, um recurso de R$ 48 milhões às cidades mineiras para expansão da rede de atenção psicossocial. O governador Antonio Anastasia afirmou que o combate ao crack será prioridade máxima do Estado no próximo ano. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Algodão promete renascer nas plantações do Norte de Minas


   Mato Verde (MG), Catuti (MG) e Sertânia (PE) – O Norte de Minas Gerais quer voltar a ser referência da produção nacional de algodão, principal insumo da indústria têxtil e que virou um sinônimo de riqueza nos versos cantados por Luiz Gonzaga, destacados no alto da página. O chamado ouro branco, assim classificado na música Algodão, representou fonte importante de renda do Nordeste às terras mineiras. Em 2006, agricultores de Catuti e região, no Norte de Minas, plantaram 40 hectares da matéria-prima. Na próxima safra, a área prevista para a cultura chega a 500 hectares – aumento de 1.150%. A estimativa é de que sejam colhida cerca de 150 arrobas por hectare.

A esperança de que o ouro branco volte aos tempos de pujança em pelo menos parte do Norte mineiro se deve ao projeto Algodão, estruturado com o uso de sementes transgênicas e novas tecnologias na lavoura. Esse é o tema da terceira reportagem da série O Brasil de Gonzaga, que o EM publica desde domingo. O projeto, criado por cooperativas locais com o apoio da Secretaria do Estado de Agricultura, gerou entusiasmo entre os produtores, sobretudo nos mais antigos, que viveram a época de ouro do insumo.

Um dos agricultores mais animados com o projeto é Adelino Lopes Martins, o Dila, de Catuti. Ele acaba de plantar o ouro branco em 12,5 hectares. Para isso, recebeu do Programa Nacional de Fortalecimeto da Agricultura Familiar (Pronaf) um reforço de R$ 10 mil para custeio da plantação. Ele conta que em 2008 colheu 180 arrobas por hectare. "Agora, se São Pedro mandar chuva na época certa, desejo chegar a 200 arrobas por hectare", afirma.

Para ter ideia do que as lavouras de algodão já representaram para a economia local, na década de 1980 a cultura empregava cerca de 100 mil pessoas. Eram aproximadamente 130 mil hectares de plantio. A estimativa atual (500 hectares) se torna modesta quando comparada ao universo de três décadas atrás, mas é o primeiro passo para que lavouras da região voltem a florescer. 
“Corria muito dinheiro na região. Porém, depois de a produção cair, muita gente foi embora. As pessoas saíram em busca de emprego”, recorda Alcedino Teixeira de Brito, de 69 anos, morador de São João do Bonito, distrito de Mato Verde. Luiz Gonzaga retratou bem essa realidade. Na música que abre essa página, o Rei do Baião destaca: “Tem que suar muito pra ganhar o pão / E a coisa lá né brinquedo não / Mas quando chega o tempo rico da colheita / Trabalhador vendo a fortuna se deleita”.

O declínio da produção ocorreu em razão de uma praga conhecida por bicudo. O técnico agrícola José Tibúrcio de Carvalho Filho, responsável pelo projeto Algodão, assegura que as sementes transgênicas resultam em plantas mais resistentes ao invasor. Ele propagandeia que o programa foi apresentado na conferência Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho, como uma das alternativas sustentáveis para áreas atingidas pelas estiagens.

O especialista explica que uma das vantagens da variedade transgênica é a redução da aplicação de inseticidas. Joaquim Orozimbo, ex-técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) em Porteirinha, está confiante na volta por cima da cultura do algodão: "A região era rica e todo o comércio girava em torno do algodão. Na época da colheita (de março a junho), as pessoas ganhavam muito dinheiro”, recorda.

Para evitar que o bicudo e a seca façam o projeto naufragar, o técnico agrícola José Tibúrcio diz que os agricultores vão receber orientações técnicas e apoio tanto na colheita quanto na venda da matéria-prima. Uma usina de beneficiamento de algodão deverá ser disponibilizada aos produtores. O principal alvo entre os clientes da produção é a Coteminas, fundada pelo ex-vice-presidente da República José Alencar (1931-2011) em Montes Claros, distante 200 quilômetros de Catuti.

FÁBRICA A bonança gerada pelo ouro branco não se espalhou apenas pelo Norte de Minas. O sertão de Pernambuco também gozou da renda garantida pela cultura. Tanto foi assim que um distrito do município de Sertânia ganhou como nome de batismo a expressão Algodões. Os moradores de lá viveram uma época de fartura. “A produção seguia para São Paulo. Havia muitos empregos e já tivemos até uma fábrica para descaroçar o algodão. Hoje, o imóvel está abandonado, não há mais empregos e renda aqui”, compara Jaime Chaves Sampaio, de 71 anos, e que já ganhou a vida nas lavouras do ouro branco.

Jaime mora próximo à Rua Estanislau Ventura Chaves, que homenageia o dono da fábrica desativada. “Em 1930, quando a produção era grande, ele tinha cinco caminhões, numa época em que veículos custavam caro. O imóvel, depois da desativação da fábrica, abrigou uma igreja evangélica e, agora, está vazio”, lamenta.


Fonte:estadodeminas